Susana Félix

Cantora


 

Susana Félix foi escuteira dos 10 aos 18 anos no Agr. 122 de Torres Vedras. Na entrevista que concedeu ao CNE expressa o imenso orgulho que sente por ter feito parte do movimento!

1) Qual foi o primeiro contacto da Susana com os Escuteiros?

Eu tinha amigos que eram escuteiros e andei a chatear a minha mãe e o meu pai durante imenso tempo para entrar nos escuteiros e consegui finalmente na altura do primeiro ciclo, ou seja, com 10/11 anos, foi mais ou menos nessa altura. Nessa altura fiz a minha primeira promessa de júnior no Agr. 122 de Torres Vedras.

2) Como foi a experiência escutista?

Foi extremamente importante para mim! Acho que mudou toda a minha infância e a entrada na adolescência, foi importante inclusive na minha formação enquanto pessoa. O Escutismo mudou a minha forma de encarar as coisas. Por ter feito parte dos escuteiros vivi uma liberdade muito saudável ao poder estar em contacto com a natureza. Aprendi a ser responsável nos escuteiros pelas tarefas que me eram dadas e pela forma como eu encarava essa realidade. Tive muita sorte de fazer parte de um agrupamento muito especial que é o Agr. 122 de Torres Vedras e que tinha já uma história.

3) Ter sido escuteira moldou a Susana de hoje?

Eu não conheço outra realidade. Eu fui escuteira dos 10 até aos 18 anos. Mas acho que sim, acho que posso dizer que mudou porque há muitas coisas que aprendi nos escuteiros das quais me lembro ainda hoje.

4) Algum momento assim mais marcante?

Há muitos momentos extraordinários. Há fogos de conselho inesquecíveis, há jogos noturnos extremamente importantes, uma série de coisas que aprendi para fazer algumas provas que me lembro ainda hoje e que faço uso delas.

5) Como é que acha que a sociedade perceciona o escutismo?

Acho que só sabe o que é o Escutismo quem fez parte! Acho que é muito difícil descrever o que é ser escuteiro para uma pessoa que nunca viveu essa realidade. Talvez por ser uma realidade tão especial. Quem não foi escuteiro acho que tem sempre uma curiosidade sobre como será ser escuteiro e muitas pessoas que não sabem o que é tendem a dizer: “ser escuteiro?! Que coisa tão parva!”. Mas não, não é! Eu tenho muito orgulho em dizer que fui escuteira e digo-o muitas vezes. E quem sabe o que é o escutismo percebe perfeitamente o meu sentimento.

5) Acha que o Escutismo no contexto da sociedade atual é importante?

Eu acho que o Escutismo é mais importante do que nunca porque as nossas crianças não têm liberdade para brincar fora de casa, não sabem o que isso é. O Escutismo neste momento tem uma importância maior por poder proporcionar aos pais que tenham essa vontade de dar uma infância livre às crianças que o podem fazer da melhor forma possível. Deixarem as crianças experienciarem o que é dormir uma noite fora de casa, saberem o que é um acampamento de inverno em que se acorda com os sapatos molhados. Mas, apesar das contrariedades, estamos bem na mesma! Aprendemos como é possível sermos felizes com uma realidade tão simples. Sem playstation, sem jogos e sem telefones. Eu, como mãe, fico muito descansada de pensar que posso deixar a minha filha